O gaúcho Roberto Lucchese alcançou o cume do Monte Everest, a montanha mais alta do planeta, aos 8.848 metros de altitude. A confirmação da conquista ocorreu às 11h15 do dia 20 de maio, no horário do Nepal – 2h30 no horário de Brasília.
Único gaúcho integrante da expedição Everest 2026, Roberto embarcou rumo ao Nepal no dia 9 de abril. Foram quase 30 dias de preparação intensa, aclimatação e travessias pela montanha até o início do ataque final ao cume, realizado no sábado, dia 15 de maio.
Nos últimos dias, enfrentou temperaturas extremas, baixa oxigenação, desgaste físico intenso e longas jornadas de escalada em um dos ambientes mais desafiadores do planeta. Acima dos 8 mil metros, onde o corpo perde forças e cada passo exige um esforço extremo, permanecer firme depende não apenas da preparação física, mas também da força mental, da resiliência e da fé.
Mas a história de Roberto com o Everest começou muito antes desta conquista.
Em 2019, realizou sua primeira tentativa, alcançando cerca de 5.200 metros de altitude. Em 2021, retornou ao Himalaia para uma nova expedição. Já em 2025, esteve a aproximadamente 400 metros do cume.
Para muita gente, aquilo poderia representar o fim de um sonho. Para Roberto, foi apenas mais um motivo para continuar.
E foi justamente essa persistência que o trouxe novamente ao Everest em 2026.
Ao alcançar o topo do mundo, Roberto Lucchese não levou consigo apenas equipamentos e anos de preparação. Levou a bandeira do Rio Grande do Sul, o apoio de milhares de gaúchos que acompanharam sua trajetória e uma história construída na insistência, na coragem de enfrentar o desconhecido e na capacidade de continuar mesmo depois das frustrações.
A conquista representa mais do que chegar ao ponto mais alto da Terra. Representa a força de quem escolheu não desistir, mesmo diante das dificuldades, do medo e das vezes em que foi preciso voltar para tentar novamente.
Depois de quatro expedições, o Everest deixou de ser apenas uma montanha. Tornou-se símbolo de uma caminhada feita de coragem, resiliência e fé. Agora, o topo do mundo também guarda a bandeira gaúcha e a história de Roberto Lucchese.




