Prefeita de Estrela é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de crimes eleitorais

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A prefeita de Estrela, Carine Schwingel, está entre os investigados da Operação Ambitus Sidum, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (24). A ação tem como objetivo apurar possíveis crimes eleitorais relacionados ao pleito municipal de 2024.

Por determinação da Justiça Eleitoral, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul. Entre os alvos das diligências está uma empresa.

Conforme a investigação, há indícios de práticas como compra de votos e falsidade ideológica, incluindo suspeita de utilização de recursos não declarados, o chamado “caixa dois”. Os investigadores apuram ainda a possível troca de benefícios por apoio político, envolvendo nomeações em cargos públicos, concessão de auxílios sociais, distribuição de materiais de construção e até favorecimento em filas de exames.

Outro ponto sob apuração é a suspeita de que, durante o período eleitoral, aliados da então candidata teriam atuado na indicação de eleitores para cargos de confiança em Cruzeiro do Sul, condicionando as nomeações à transferência de domicílio eleitoral e ao apoio político.

Durante a operação, agentes federais realizaram buscas na prefeitura de Estrela, incluindo o gabinete da prefeita e a sala de um diretor, além de diligências na residência da gestora. Um aparelho celular foi apreendido.

Em manifestação à imprensa, por volta das 9h30, em seu gabinete, a prefeita afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo do processo nem às informações detalhadas por parte de sua defesa, o que, segundo ela, impede um posicionamento mais aprofundado neste momento.

Carine Schwingel declarou estar surpresa com a operação, ressaltando que sua gestão não havia sido alvo de apontamentos ou investigações anteriores. Ela também destacou o intervalo de mais de 16 meses desde sua posse até o surgimento das apurações.

Apesar das acusações, a prefeita afirmou estar tranquila e disse desconhecer qualquer irregularidade, incluindo a existência de “caixa dois”. Informou ainda que não pretende divulgar nota oficial por enquanto, optando por manter contato direto com a imprensa.

A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar a apuração dos fatos

 

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