ARROIO DO MEIO – Nesta segunda-feira, dia 4, cerca de 300 pessoas entre alunos, professores e colaboradores da Escola Estadual de Ensino Médio Guararapes realizaram um protesto em frente às estruturas ainda destruídas do educandário.
O ato foi marcado por indignação, cobranças e um grito coletivo contra a demora, o descaso e a morosidade na reconstrução do prédio, atingido pelas águas na catástrofe climática de maio de 2024.
Dois anos após a enchente que devastou parte da escola — única instituição estadual de Ensino Médio do município — a comunidade escolar ainda convive com um cenário de abandono. O primeiro andar foi completamente tomado pelas águas do Rio Taquari, deixando um rastro de destruição: muros caídos, salas comprometidas, equipamentos inutilizados, livros perdidos e o ambiente tomado por lodo.
Além da comunidade escolar, participaram do protesto vereadores, o ex-diretor Paulo Backes e moradores da região, reforçando a mobilização em defesa da educação pública no Vale do Taquari.
Apesar de as aulas terem sido retomadas três meses após a tragédia, a prometida reconstrução segue em ritmo lento e, segundo manifestantes, praticamente inexistente. “Cansamos de palavras que não se concretizam”, é o sentimento que ecoa entre alunos, professores e funcionários.
Em carta aberta, as alunas Isabella Laís Dick e Vitória Luisa Roos expressaram a frustração e o medo vividos diariamente: “A escola está tão precária que algumas partes podem cair a qualquer momento. Há riscos à segurança e até a possibilidade de invasões devido às áreas isoladas apenas por tapumes.”
De acordo com a direção da escola, a 3ª Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE) informou que a retomada das obras está prevista para o dia 11 de maio. Entre as intervenções anunciadas estão novas aberturas estruturais, reconstrução do muro, melhorias nas salas de aula, repintura predial e ajardinamento.
Para a comunidade, no entanto, o prazo já não basta. O que se exige agora é ação concreta. “Educação com dignidade não é favor, é obrigação”, resumem os manifestantes, que prometem manter a pressão até que a reconstrução saia do papel e devolva à cidade uma escola segura, estruturada e à altura de seus alunos.





