Além da prevenção ao suicídio, o mês também traz uma campanha essencial. É o Setembro Lilás que chama atenção para a doença de Alzheimer. Por meio de uma lei instituída em 2008, em 21 de setembro é celebrado o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. Segundo dados do Ministério da Saúde, a enfermidade é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.
Ainda conforme o Ministério, a doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.
O órgão federal explica também que a causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada. A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população. No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas.
DADOS
O Conselho Nacional da Saúde traz dados sobre a doença no Brasil. Conforme estudos, cerca de 1,76 milhão de pessoas com mais de 60 anos vivem com alguma demência no país. A estimativa é que no final da década de 2020 o número chegue a 2,78 milhões de brasileiros e a 5,5 milhões em 2050. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 50 milhões de pessoas vivem com demência no mundo. A projeção da entidade é que atinja a marca de 150 milhões em 2050.
SINTOMAS
O Ministério da Saúde aponta os principais sintomas como: Falta de memória para acontecimentos recentes; repetição da mesma pergunta várias vezes; dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas; dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais; irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.
PREVENÇÃO
Embora a doença possa ter raízes genéticas, a prevenção em atitudes diárias é importante. Entre as dicas para eviar a enfermidade, estão estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa; fazer exercícios de aritmética; jogos inteligentes; atividades em grupo; não fumar; não consumir bebida alcoólica; ter alimentação saudável e regrada e praticar atividades físicas regulares.

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