Na Acil, especialista incentiva internacionalização de empresas brasileiras através de Portugal

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Benício Filho foi o palestrante do evento realizado ontem,  (14). Acompanhado da vice-cônsul de Portugal no RS e do presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal no RS, ele apresentou as oportunidades de instalar empresas brasileiras no país europeu.

Lajeado – “Ao internacionalizar uma empresa, estamos, além de conquistando novos clientes, aumentando o valor de marcado dela.” A afirmação foi feita pelo country manager Brasil da Atlantic Hub, sediada em São Paulo, Benício Filho, ao falar sobre os benefícios da internacionalização de empresas brasileiras através de Portugal. Acompanhado da vice-cônsul de Portugal no RS, Maria Filipa Mendonça, e do presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal (CCBP) RS, Marco Antônio Borba, ele foi o palestrante da reunião-almoço (RA) promovida nesta quarta-feira (14) pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).

Em sua saudação, o vice-presidente de Administração da Acil, João Pedro Arruda, falou sobre o aumento de empresários que buscam oportunidades de investimento na Europa e a importância de falar sobre a movimentação e migração de empresas para Portugal. “Ao mesmo tempo em que não se deve achar que o processo é fácil, o empresário não precisa ficar paralisado por acreditar que o objetivo seja ousado e complexo demais. Fazendo tudo com estratégia, inteligência e cautela, a internacionalização pode se tornar um divisor de águas na trajetória dos negócios”, afirmou.

Ao iniciar sua exposição, Filho contextualizou que a internacionalização das empresas é diferente da exportação dos produtos fornecidos por ela. “Ao internacionalizar estamos, na prática, marcando presença em outro país e, para isso, é necessário entender o mercado e a cultura do país para o qual pretendemos levar as nossas organizações”, explicou.

De acordo com o palestrante, na internacionalização, Portugal tende a oferecer melhor adaptação às empresas brasileiras por utilizar o mesmo idioma, ter um custo de vida equilibrado e facilidades fiscais. “Além de oferecer mão-de obra qualificada, o país conta com uma grande comunidade de brasileiros instalados e isso pode facilitar o processo de implementação das empresas no país”, acentuou.

Processo

Segundo Filho, antes de realizar a internacionalização das empresas é necessário desenvolver estudo e planejamento para prepará-la para a entrada no mercado estrangeiro. “Precisamos entender a cultura local do local para onde vamos levar essa empresa e, principalmente, se vamos ter sucesso instalados em outro país”, destacou.

O palestrante alertou que, no caso de falha neste processo, a empresa corre o risco de enfrentar dificuldades financeiras. “A metodologia, sendo aplicada da forma correta, reduz a probabilidade de não ter sucesso, pois empresas que não estudam o mercado, a adequação e receptividade do produto no local da internacionalização correm riscos de queimar recursos”, pontuou.

Pilares de sucesso

Em sua exposição, Filho apresentou aos participantes alguns pilares que auxiliam os empresários a iniciar o processo de internacionalização. Segundo ele, é fundamental entender o comportamento das pessoas e analisar como elas interagem com os serviços e produtos. Também é importante compreender o tamanho do mercado e o poder de consumo onde o empresário pretende iniciar a internacionalização.

Filho comentou que a empresa deve estudar suas concorrentes para compreender como estão posicionadas, quanto faturam e como agem no mercado onde projeta inserir-se. “Portugal tem-se destacado nos últimos anos como um importante polo na indústria de tecnologia. Com isso, as empresas que trabalham com equipamentos eletrônicos e sistemas de segurança ocupam o primeiro segmento no processo de internacionalização”, revelou.

Ao encerrar sua exposição, Filho reforçou a importância de uma análise criteriosa para a tomada de decisão dos empresários. “É necessário uma visão 360º do negócio em Portugal, analisando os pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades que vamos ter com a internacionalização”, finalizou

CCBP

Em sua fala, Borba destacou que a CCBP está à disposição de empresas que têm interesse em iniciar atuação na Europa. Segundo o presidente, a Câmara atua com a criação e o fortalecimento de relações comerciais entre o Brasil e Portugal. “A CCBP funciona como uma porta de entrada para os empresários criarem conexões no mercado europeu. Nossa função é promover aos associados a aproximação com os negócios de Portugal para que, juntos, ampliem o relacionamento e se fortaleçam com parcerias”, explicou.

A vice-cônsul de Portugal no RS, Maria Filipa, falou sobre o trabalho do consulado e o crescimento do número de brasileiros que solicitam visto para o país. O documento é obrigatório para brasileiros que pretendem passar mais de 90 dias em Portugal. “Atuamos em parceria com a Câmara para fortalecer e criar oportunidades para que as empresas brasileiras internacionalizem seus negócios e iniciem essa caminhada através de Portugal”, enfatizou.

Ao final do evento, os palestrantes, acompanhados da presidente da Acil, Graciela Ethel Black, e do presidente da Câmara de Industria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Ivandro Carlos Rosa, interagiram com os participantes.

Internacionalização de empresas foi o tema da RA desta quarta-feira
(Lucas Santos)

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