Inteligência Artificial: um auxílio tecnológico para vendas humanas

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Ricardo Garbin, empresário do ramo óptico, Diretor Comercial do Laboratório Forla

A questão é recorrente: “A Inteligência Artificial (IA) vai substituir todos os colaboradores humanos?” “Não!”, respondo sempre, enérgico e com uma certeza inabalável.

É óbvio que vivemos em um mundo dominado pela tecnologia. Para onde olhamos ela está lá, nos mais simples objetos até nos mais complexos sistemas. Uma tecnologia que nos surpreende, impressiona e, é preciso admitir, nos deixa sempre um pouco tensos: afinal, para onde tudo isso nos levará?

Acontece que estamos sendo sempre lembrados de que a IA está em constante aprimoramento e mutação. Os alunos, hoje, não vão à biblioteca. Pesquisam no Google, ou no Tik Tok, respostas para suas mais definitivas perguntas. Muitos deles não produzem mais trabalhos, não respondem mais questionários, não elaboram redações – apenas deixam para o ChatGPT, ou outros aplicativos do gênero, criar respostas por eles. Sinceramente, não é para ter receio?

Só que, volto a afirmar, nem tudo pode ser substituído. E a área de vendas é um exemplo.

Quais são as características de um vendedor? Saber explorar desejos e fraquezas, olhar no olho, ter um aperto de mão firme, empatia, simpatia e passar confiança. Agora imagine um sistema de Inteligência Artificial fazendo isso. Não tem como.

A IA tem entrado a fundo nas empresas, realizando tarefas e facilitando processos diários. E há empresas que, pasmem, estão a utilizando no campo das vendas. Avalie: ela pode substituir fala, telefonemas, a disponibilização de produtos; mas ela não transmite sentimentos.

Na venda, no relacionamento com o cliente, um produto deve gerar interesse. O vendedor deve ser persuasivo, saber usar o olho-no-olho. No momento da venda existe uma energia que uma máquina não pode reproduzir.

Diante deste cenário, é necessário e fundamental que o empresário identifique o melhor uso da tecnologia para levar seu produto até o consumidor. Venda é paixão, negócios são relacionamentos. Algumas pontes podem – e devem – ser construídas pela Inteligência Artificial. Mas nada substitui a criatividade e a capacidade humana para criar estradas.

Ricardo Garbin, empresário do ramo óptico/Divulgação

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