Estrela – Secretaria da Saúde reitera cuidados com mosquito da Dengue

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Vigilância Ambiental do município segue com os trabalhos de prevenção ao Aedes aegyptimosquito transmissor da Dengue. Departamento programa ações e pede colaboração da população

 

Mesmo na época mais fria do ano, a Vigilância Ambiental de Estrela não diminuiu os trabalhos voltados ao combate do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da Dengue. O departamento inclusive concluiu, na última semana, o segundo Levantamento de Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do ano. Os resultados apontaram índices piores do que levantamento de janeiro, realizado em dias mais quentes e propícios para a reprodução e surgimento das larvas, e por consequência, de maior potencial para a incidência de casos da doença. Saúde pretende intensificar campanhas de prevenção e ações para reiterar a população quantos aos cuidados que devem ser tomados e solicita a colaboração da comunidade.

 

No LIRAa, Agentes Ambientais e também Agentes Comunitários de Saúde realizam uma visita surpresa a residências de quarteirões sorteados de todos os bairros. Na ação, são coletadas amostras de água parada que possam conter larvas de mosquitos. As amostras coletadas são então encaminhadas para análise do laboratório da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) do Estado. Foi o segundo dos quatro levantamentos agendados para o ano, um dos processos mais importantes dentro do trabalho de prevenção à doença.

 

Maior risco

Nesta última ação, foram realizadas visitas em quarteirões dos 13 bairros da cidade. Ao todo foram 622 vistorias em imóveis e 78 amostras de larvas coletadas. Destas, 44 testaram positivo. O LIRAa indicou índice de infestação de 7.1. O anterior, ocorrido em janeiro, foi de 6.8. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carmen Hentschke, é algo que precisa ser considerado. “Se analisarmos que o levantamento foi realizado agora, em dias mais frios do que em janeiro, e sendo que os mosquitos preferem os dias mais quentes para se reproduzir, o maior índice de agora mostra que o mesmo está melhor adaptado e encontrando melhores condições de se reproduzir, e por consequência, ainda mais presente”, explica. “Se mesmo com o frio ele está tendo este cenário positivo, isso pode representar maiores problemas para quando esquentar, e isso não é um problema local, e sim regional, estadual, ou mesmo brasileiro”, destaca.

 

Pequenos perigos

Ainda de acordo com a coordenadora, há um grande engano da população ao que se refere aos potenciais perigos para a proliferação do mosquito. “Boa parte da população acredita que fazendo uma limpeza do lixo acumulado na sua casa basta para combater o mosquito. Muitas vezes a população cobra as autoridades quanto a uma poça de água na rua, de uma vala aberta ou outros ambientes naturais, mas esquece que o maior perigo está em um pequeno potinho no fundo da sua casa, de uma planta, num balde velho com água parada, na piscina não tratada adequadamente”, frisa. “Há perigo sim em poças de rua por exemplo, mas essas geralmente são mais sujas, se movimentam mais por causa dos ventos, evaporam, então são mais propensas ao surgimento de outro mosquito, o pernilongo. Mas o melhor ambiente, e portanto, mais perigoso para o surgimento das larvas do mosquito da Dengue está nos recipientes de água limpa e parada, como é o caso das piscinas e caixas d’água, e ainda mais nos menores, como por exemplo uma garrafa de água destampada, uma embalagem plástica, um balde, uma lata, uma bromélia, etc”, detalha. “E quando falamos em caixas d’água, o maior perigo está justamente naquelas que as pessoas usam para armazenar água para lavar carros, pátios e regar jardins, e não as utilizadas para o abastecimento da Corsan.”

 

Números 

Para exemplificar, Carmen Hentschke traz o índice de infestação do último Liraa:

31,8% – depósitos de água (barris, tonéis, baldes, tambores);

29,5% – plásticos (garrafas, potes, latas);

18,2% – pratos de plantas;

9,1% – Bromélias;

6,6% – pneus;

2,3% – caixas d’água altas descobertas;

2,3% – piscinas

 

Visitas

Segundo a Vigilância Ambiental, visitas seguirão sendo realizadas, e é importante que a população colabore. “Realizar a limpeza semanal destes espaços é necessário, mas é importante também permitir que nossas equipes façam as pesquisas, coletas, até para mapearmos os locais de maior incidência e perigo. Os Agentes de Endemias estão diariamente realizando visitas domiciliares, e caso encontrem no seu pátio algum ambiente em condições próprias para a proliferação do mosquito, será realizada a orientação para eliminar esse criadouro”, explica. “Os agentes estão treinados para encontrar os criadouros do mosquito e podem auxiliar com sua experiência na identificação dos locais mais propícios ao mosquito”, frisa. “E nossas equipes, identificadas, jamais vão realizar o atendimento dentro de casa. Somente nos jardins. Só vão precisar acessá-lo. E nunca, jamais, vão solicitar dados ou documentos. Querem apenas verificar o ambiente e coletar as amostras”, conclui.

Equipes da prefeitura que realizam as vistorias e coletam dados trabalham identificados, mas jamais pedem documentos. Créditos: Rodrigo Angeli/Governo de Estrela

 

Vagas

 Segue aberto o Processo Seletivo Simplificado para o cargo de Agente Epidemiológico e Ambiental em Saúde. As inscrições são de 01/08 a 15/08, e devem ser realizadas na Secretaria Municipal de Saúde (Rua General Osório, nº 427, térreo – Bairro Oriental); das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Entre as exigências, ter Ensino Médio Concluído. São três vagas e salário de R$ 2.366,37 (40 horas). Mais informações no edital (https://estrela.atende.net/cidadao/pagina/abertura-de-processo-seletivo-simplificado-n-23422). Segundo a coordenação da pasta, a procura tem sido baixa, o que pode facilitar quem deseja garantir o emprego.

 

 

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