Encontro das Rainhas – A lendária Viúva Negra vai movimentar a Serra Gaúcha

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A lendária “Viúva Negra” (Yamaha RD 350) será protagonista do Encontro único de RDs 350 neste final de semana (23/04)

 Gramado – Criada nos anos 70 e 80 a RD 350 é a moto mais famosa da história da Yamaha. Por este motivo um fã do modelo decidiu homenageá-la. A intenção surgiu antes da pandemia do Coronavirus, há cerca de três anos na cidade de Canela. Anderson Dutra foi além da história e não mediu esforços para contatar o maior número de proprietários de RDs 350 do Brasil, e o resultado desta “façanha” será registrado no domingo em um único evento que vai reunir os fãs proprietários desta “Lenda” que marcou o mundo das motocicletas nos anos 80.

Anderson Dutra idealizador do encontro

O Encontro das Rainhas (RDs 350) vai acontecer neste domingo, na Rua das Hortências, 3300, ao lado do Gatzz, em Gramado. O Vale do Taquari será representado por quatro proprietários de Viúvas Negras que se dividem entre as cidades Lajeado, Estrela e Encantado. Confirmado também a presença de RDs vindas das principais regiões do País, da Argentina e Uruguai.  Uma grande programação foi organizada pelo Anderson para envolver proprietários e visitantes que queiram relembrar ou até mesmo conhecer a moto que faz de 0 a 200 km em 14 segundos. A lendária que “Ninguém Doma”.

Desfile e workshop

Cerca de 120 motos já estão inscritas para grande desfile a ser realizado próximo ao meio-dia, percorrendo as principais ruas da cidade. Após o desfile almoço de confraternização. No local do encontro, às 14h, workshop com Antônio Carlos, proprietário do Serrano Racing de São Paulo. “Serrano” como é conhecido nacionalmente. Ele é um dos mecânicos restauradores de motos Yamaha 2 T mais renomados do Brasil. Também marcando presença o mecânico Edinho Kroth. A dupla vai dar grandes dicas aos proprietários e apaixonados pela lendária Viúva Negra.

Vale reforçar que o evento é uma realização sem fins lucrativos, idealizado pelo proprietário de uma das RDs 350 Anderson Dutra.

Também na parte da tarde acontece uma variada programação com sorteio de brindes, estandes de peças e equipamentos de motos. Para fechar o Encontro das Rainhas com “chave do ouro” um dos participantes de uma rifa vai levar para casa uma RD 350.

 

 

Conheça um pouco mais desta incrível motocicleta, que marcou gerações e recebeu o apelido de Viúva Negra

A Yamaha lançou no ano de 1973 uma moto que marcaria de vez a história do motociclismo mundial, a RD 350. Sua produção aconteceu entre 1973 e 1993, duas décadas que marcaram a época e que a deu o cruel apelido de Viúva Negra. Muitos ainda não sabem, mas a sigla RD, significa Road Developed, na tradução nada mais do que (feita para disputas). No Brasil, as primeiras RDs chegaram a partir de 1974, pouco tempo antes da proibição de importação de veículos em 1976. Desde então, apenas em outros países a motocicleta era vista e com o passar do tempo acompanhávamos a sua evolução de longe.

O primeiro modelo da RD 350 era equipado com um motor de 347 cm3 (diâmetro de 64 mm, curso de 54 mm), que desenvolvia 39 cv de potência a 7.500 rpm e torque máximo de 3,8 m.kgf a 7.000 rpm. Seu torque em baixa rotação era quase nulo, seu surto de potência ocorria a partir dos 5.000 rpm. Com apenas 143 kg de peso, atingia velocidade máxima de 166 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em cerca de 7s.

Esta configuração era vista nos poucos modelos que os motociclistas brasileiros adquiriram entre 1974 e 1976. Com o passar dos anos, varias modificações estéticas e mecânicas aconteceram na RD 350 e só a parir de 1986, quando a Yamaha iniciou a produção do modelo RD 350 LC em Manaus, o Brasil pode ver novamente esta máquina.

Sua configuração já estava bem mais avançada e sofisticada, era a moto mais esportiva já produzida no Brasil com um visual e mecânica praticamente igual aos modelos lançados lá fora. Devido a qualidade de nosso combustível a Viúva Negra Brasileira chegou com redução de potência, era 55 cv a 9.000 rpm, com torque máximo de 4,74 m.kgf a 8.500 rpm.

Era uma verdadeira máquina esportiva que poderia ser utilizada no ambiente urbano, e que por isso exigia bastante habilidade dos pilotos. Devido algumas vítimas fatais que este modelo causou, seu apelido ganhou cada vez ma is força, a “Viúva Negra”.

A moto apresentava freios a disco dianteiro com pastilhas de dupla ação, cambio de 6 marchas, porém, equipada com um potente motor dois tempos que atingia com facilidade e rapidez altas velocidades, na hora de frear era necessário muita destreza, caso contrário era chão. Com toda certeza podemos afirmar que foi uma das mais reverenciadas motocicletas, já produzidas no Brasil e sem sombra de dúvidas uma das mais amadas pelos fãs das motos esportivas. (Fonte: Equipe MOTO.com.br)

Um duelo que é respeitado até os dias atuais

A disputa entre Sete Galo e Viúva Negra até hoje é venerada. A CB 750 chegou um pouco antes, importada do Japão, e logo seria nacionalizada. Era a melhor esportiva da Honda no mundo! Neste intervalo, a Yamaha inaugurou sua fábrica em Manaus com uma rival à altura, a RD 350. A Honda era poderosa, grande, caríssima e dona de um som único, enquanto a RD 350 era menor, mas muito mais leve com motor de 2 cilindros e 2 tempos, a RD 350 acabava sendo tão rápida quanto a principal rival. Certamente, um dos maiores duelos do mercado de motos e das pistas. O resultado da disputa nas arrancadas até os dias atuais não reconhece a vencedora. O resultado sempre fica com uma diferença de milésimos de segundos e até então não se pode reconhecer a mais veloz.

Fotos e imagens: Internet/arquivo Jornal Nossa Gente/Rede Social

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