Lajeado passou a integrar o grupo de municípios gaúchos que adotaram o banco vermelho, símbolo internacional de conscientização contra a violência às mulheres. A instalação ocorreu no domingo (8), no Parque Ney Santos Arruda, durante a programação do evento “Dia da Mulher – Sua Rede em Lajeado”.
Com a mensagem “Você não está sozinha”, o banco também reúne informações sobre canais de denúncia e busca chamar a atenção da comunidade para o enfrentamento ao feminicídio e às diferentes formas de violência contra a mulher. A iniciativa é inspirada na Lei Federal nº 14.942/2024, que incentiva a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como forma de sensibilizar a sociedade sobre o tema.
A pintura do banco ocorreu às 16h40, horário escolhido em referência ao incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, em 1911, tragédia que vitimou mais de 100 mulheres e se tornou um marco histórico na luta pelos direitos femininos.
A ação foi promovida pela Prefeitura de Lajeado, por meio da Coordenadoria dos Direitos da Mulher, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para a prefeita Gláucia Schumacher, o símbolo busca estimular a reflexão da sociedade.
“Esperamos que todos que passem pelo parque e vejam o banco reflitam, ainda que por alguns segundos, sobre a violência e o quanto ela prejudica tantas famílias. Como poder público, nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção e criar caminhos para que nenhuma mulher permaneça em situação de violência por falta de apoio ou conscientização”, destacou.
Em fevereiro deste ano, a prefeita autorizou a criação da Coordenadoria da Mulher, com o objetivo de integrar e fortalecer as políticas públicas já desenvolvidas no município, como o trabalho do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece suporte psicológico, jurídico e social às vítimas de violência.
Outra iniciativa voltada à prevenção é desenvolvida por meio do Pacto pela Paz. O programa, criado em 2019, promove ações para a construção de uma cultura de paz no município, incluindo atividades com homens que possuem histórico de violência, como círculos de conversa e atendimentos individuais voltados à conscientização e mudança de comportamento.

Foto: Isabella Giasson/Divulgação



