Atenção direta às vítimas da enchente é foco da Administração de Estrela

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A enchente que atingiu Estrela e o Vale do Taquari segue sendo motivo de muita mobilização por parte das forças públicas, sociais, também privadas e comunidade em geral. Em Estrela, além da mobilização em torno da arrecadação e distribuição de donativos de todas as espécies, e também valores em dinheiro, um dos focos é a assistência médica, social e infraestrutura direta às vítimas do desastre natural. Tanto que em pleno feriado os servidores foram convocados a atuarem nos diversos centros de auxílio, como também na limpeza de ruas, casas e outros ambientes.

Foto: Roberto de Castro/Jornal Nossa Gente

As Unidades Básicas de Saúde Central e do Bairro Boa União estão abertas em plantão e equipes atuando diretamente nos abrigos. Os postos abriram as portas logo cedo. Aos poucos, começaram a chegar pessoas de todo o município, inclusive do interior, a sua grande maioria atingidas pela enchente. Outras trazidas diretamente pelas equipes de saúde após triagem inicial realizada nos abrigos. Vanice Pereira Ramos e o filho Victor Soares, de apenas 11 anos, chegaram de ambulância ao Posto Central após uma triagem inicial no abrigo do ginásio municipal Ito Snel. Eles, e o pai da família, perderam quase tudo de sua casa, na Rua dos Marinheiros – uma das mais atingidas –, no Bairro Moinhos. Ao lado, um casal, também vítima da força das águas, também aguarda um pouco para ser atendido.

 

Depressão  

Vanice sofre de ansiedade, depressão e pressão alta. Os sintomas só pioraram depois de ver sua casa inundada. O filho está com muitas dores de cabeça e diarreia. “Saímos de lá praticamente só com a roupa do corpo. Mal conseguimos tirar um, dois móveis principais quando a água ainda estava na canela. E depois subiu até o telhado”, diz ela, chorando. “Meu marido está direto lá, tentando limpar o que restou. A gente fica nervosa, triste. Ao menos sabemos que estão fazendo o que podem para nos ajudar. Tem equipes de saúde lá no abrigo, café, almoço, e muita gente dando apoio. Ainda assim, dá só vontade de chorar”, confessa ela, ao lado do filho, que em silêncio escuta a tudo com os olhos marejados.

 

Ouvir e conversar

No ginásio Ito Snel, equipes de saúde prestam auxílio e o primeiro atendimento. Voluntários também colaboram, assim como estudantes, professores e profissionais de instituições de ensino, a exemplo da Univates e La Salle. Alunas do curso de psicologia da La Salle, acompanhadas da assistente social Anelise Gottems, vieram de Canoas e se dividiram entre as cidades. Em Estrela, Anelise e três alunas conversam com as famílias. “Elas querem ser ouvidas, conversar um pouco. Isso ajuda”, diz Anelise. “Há um medo geral pois de certa forma elas ainda estão processando tudo o que aconteceu. Por estarem aqui acolhidas, atendidas, junto de outras famílias, com suas crianças correndo e brincando com outras, talvez ainda não seja ainda mais triste. Elas vão precisar de muito apoio quando de fato começarem a voltar para suas casas, ou o que restou delas”, completa a assistente, que pede para, assim como suas alunas, para não tirar fotos.

Crianças

Uma das alunas da La Salle, que pede para não ter o nome divulgado, detalha. “É muita criança. Isso dificulta um pouco os atendimentos e tudo mais, pois elas não entendem o que está acontecendo, então querem brincar, olhar uma TV, seus brinquedos, pedem por atenção, e se não tem isso começam a chorar, gritar, e tornam tudo mais complicado.” Valentina Modesti tem 17 anos. No seu colo, duas meninas. Ao seu redor, diversas crianças, que tentam realizar a coreografia que Valentina ensinou. A jovem é filha de uma voluntária do abrigo do Ito Snel. “Minha mãe veio ajudar e vim junto. Estou aqui, tentando entreter um pouco elas. Não é preciso muito para diverti-las. Quase tudo é motivo para elas sorriem”, justifica.

 Centrais de apoio

O Governo de Estrela focou no Centro Comunitário Cristo Rei o ponto para a arrecadação e distribuição dos donativos às vítimas da enchente, em especial roupas, travesseiros, cobertores, produtos de higiene e limpeza. Há controle dos bens repassados e retirados. Já a ajuda monetária pode ser realizada através do PIX 16.790.700/0001-76 (CNPJ da Defesa Civil).

Créditos: Rodrigo Angeli/Governo de Estrela

Saúde

Os postos da Boa União e Central irão funcionar normalmente, nesta sexta-feira, com médico, enfermagem e farmácia. Nos dois dias, equipes irão realizar visitas aos abrigos. A escala do final de semana será divulgada conforme a necessidade avaliada nos próximos dois dias.

 

Como você pode ajudar:

Doações Financeiras: qualquer quantia, por menor que seja, faz a diferença. Sua doação será usada para fornecer itens essenciais, assistência médica e ajudar na reconstrução.

Itens de necessidadeaceitamos doações de alimentos não-perecíveis, roupas, cobertores, produtos de higiene pessoal, remédios básicos e materiais de construção.

Voluntariadose você puder doar seu tempo e habilidades, voluntários são bem-vindos para ajudar na distribuição e no apoio às famílias afetadas.

Como doar: entre em contato conosco pelo telefone 98997-2248 para coordenar a doação de itens ou seu tempo como voluntário. Informações sobre contribuições financeiras podem ser feitas através deste telefone ou via PIX 16.790.700/0001-76 (CNPJ da Defesa Civil)

 

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