Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Arnaldo José Diel, da Linha Lenz, conquistaram as medalhas de prata e bronze na fase regional
Gostar de números e matemática não é para todos. No caso das alunas Thailiny do Nascimento Blume e Jade Tilwitz, ambas do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Arnaldo José Diel, da Linha Lenz, interior do município, a paixão é grande. Elas inclusive participaram da cerimônia de Premiação da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) 2021 – etapas Regionais RS 01 e 03. No evento, realizado nas dependências da Unisinos, em São Leopoldo, foram entregues as medalhas de prata e de bronze conquistadas pelos estudantes na olimpíada do ano passado. As medalhas de ouro são entregues em etapa nacional especial, que será realizada em novembro, em Salvador-BA

A 16ª edição contou em todo o País com 17,8 milhões de estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de 53.374 escolas públicas e particulares. A prova é concebida de modo que o aluno possa resolver as questões usando lógica, raciocínio e criatividade. Em sua primeira fase a OBMEP ocorre em etapa municipal, onde as provas são de múltipla escolha. Conforme o número de alunos do município e o de participantes, sai a média de classificados para a segunda fase, quando as questões são de desenvolvimento. Estrela contou com quatro alunas nesta etapa regional. As duas estudantes da escola da Linha Lenz foram as premiadas. Jade, de 13 anos, recebeu medalha de prata e a amiga Thailiny (13) a de bronze. Também foram condecoradas as professoras Grasiela Johann, igualmente da Emef Arnaldo José Diel, e Simone Noll, então pela Emef Cônego Sereno Hugo Wolkmer, hoje a serviço da Emef Professora Ruth Markus Huber.
Dedicação
Foi a segunda participação de Jade na Olimpíada, que assim como a colega de turma havia participado do evento em 2020. “Gosto muito de matemática, mas não faço nada de exagerado, acredito. Talvez tenha mais facilidades, mas é porque sei que em como em tudo é preciso estudar, se dedicar, ter muita atenção, principalmente na hora do aprendizado”, ensina a jovem, que diz ainda gostar de música, tocar instrumentos e de jogos. “Inclusive aqueles de memória, desafios. Talvez isso facilite”, afirma a medalhista de prata, que confessa não saber ainda qual profissão deseja um dia seguir. Um pouco diferente da amiga Thailiny. “Gosto muito de números e tudo aquilo que envolve eles, assim como o ensino. Por isso aposto muito que vou ser professora. Não sei se de matemática ou de outra área, inclusive da educação infantil, que também admiro muito. Sei é que desejo muito um dia poder ensinar.”
As professoras foram laureadas pelo incentivo à participação na Olimpíada e dedicação à matemática. Grasiela Johann, professora das duas alunas na Emef Arnaldo José Diel, avalia. “Matemática é mais um tabu do que uma dificuldade. Muitos alunos justificam certa dificuldade ou não gostarem muito porque ouviram seus pais e avós um dia dizerem o mesmo”, explica. “Sim, a matemática não é algo tão simples e fácil de ser compreendida como outras áreas, mas que depois de derrubada uma espécie de barreira que existe, até de certa forma preconceituosa, ela se torna mais fácil, legal e divertida”, atesta. “Como em muitas áreas é preciso dedicação, estudo, rever as atividades e tirar dúvidas, o que para muitos alunos soa como algo trabalhoso. Não é o caso destas duas alunas premiadas, que se mostram sempre muito dedicadas, atentas, que correm atrás, não levam dúvidas para casa, e mesmo em casa têm apoio das suas famílias em tudo, o que também colabora muito.”




