A Câmara de Vereadores de Lajeado anunciou nesta terça-feira (4) a destinação de R$ 1 milhão para custear cirurgias eletivas de oftalmologia, em uma iniciativa que busca reduzir a fila de espera no município. O recurso é proveniente da economia realizada pelo Legislativo sobre seu orçamento anual, estimado em R$ 7 milhões.
De acordo com o presidente da Câmara, Néco dos Santos (PL), a decisão foi construída em conjunto com os assessores e recebeu o apoio de todos os vereadores.
“É uma economia que a Câmara fez para devolver em forma de saúde à população”, destacou o presidente.
Segundo Néco, o investimento permitirá a realização de mais de 400 cirurgias, que serão executadas por meio do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa), em Encantado. Cada procedimento tem custo médio de aproximadamente R$ 2,3 mil por olho.
Atualmente, 523 pacientes aguardam por cirurgias oftalmológicas em Lajeado, alguns desde 2020. Com a aplicação dos recursos, cerca de 90 pessoas ainda permanecerão na fila, mas, conforme o presidente, existe a expectativa de um novo aporte do Poder Executivo para eliminar a demanda remanescente.
Durante seu pronunciamento, Néco também chamou atenção para o caso de uma criança autista, com baixa imunidade, que aguarda há cerca de um ano pela autorização de um exame. O vereador defendeu mais agilidade nos encaminhamentos da saúde, especialmente para pacientes em situação de vulnerabilidade.
Outro tema abordado foi a criação de um Ponto de Apoio para Motoboys. A proposta prevê um espaço equipado com internet, tomadas para recarga de celulares, banheiro e área de descanso para os profissionais que atuam diariamente nas entregas. Néco pediu o apoio dos demais vereadores para que o projeto seja aprovado assim que entrar na pauta de votação.

O presidente também cobrou do Governo do Estado o reforço da estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Lajeado. Segundo ele, apenas uma base é insuficiente para atender toda a cidade.
Ao citar a demora no atendimento de uma vítima de acidente, Néco ressaltou que sua crítica é direcionada à estrutura oferecida pelo Estado e não aos profissionais que atuam no serviço.
“Os profissionais fazem o possível, mas o Estado precisa olhar com mais atenção para o SAMU. Lajeado necessita de mais uma base para garantir um atendimento mais rápido à população”, afirmou.




