Os consumidores atendidos pela Certel começarão a pagar mais caro pela energia elétrica a partir de agosto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira (30) a revisão tarifária anual da cooperativa, que resultará em um reajuste médio de 21,93% nas tarifas.
O percentual representa um dos maiores aumentos dos últimos anos e terá impacto direto no orçamento de milhares de famílias e empresas da região. Conforme a Aneel, a revisão tarifária é realizada anualmente para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de permissão da distribuidora.
Segundo a Certel, o expressivo aumento é consequência de uma série de fatores que elevaram os custos do setor elétrico. Entre eles estão a crise enfrentada por grandes comercializadoras de energia, que entraram em recuperação judicial, o aumento das despesas com transporte e conexão à rede da concessionária supridora, além da alta dos encargos setoriais.
A cooperativa também aponta que a limitação da infraestrutura de transmissão impede, em muitos momentos, que a energia produzida a menor custo em outras regiões do país chegue ao Rio Grande do Sul. Com isso, torna-se necessário o acionamento de usinas termelétricas, cuja geração é significativamente mais cara. A valorização do dólar, as oscilações do preço do petróleo e os reflexos dos conflitos internacionais também contribuíram para pressionar os custos.
Apesar do reajuste de quase 22% na conta dos consumidores, a Certel afirma que apenas uma pequena parcela desse percentual permanece na cooperativa. Segundo a direção, o reajuste destinado aos serviços de operação e manutenção da distribuidora é de 4,12%, enquanto a maior parte do aumento será utilizada para cobrir tributos, encargos do setor elétrico e despesas relacionadas à permissão do serviço.
O presidente da Certel, Erineo José Hennemann, destacou que, mesmo após o reajuste, a tarifa da cooperativa deverá continuar cerca de 6% inferior à média praticada pelas demais distribuidoras de energia elétrica. Ele afirmou que a entidade seguirá buscando eficiência operacional e alternativas para reduzir os impactos dos custos aos associados.
Mesmo com essa justificativa, o aumento de quase 22% representa um novo peso no orçamento dos consumidores, que já enfrentam elevação de despesas em diversos setores da economia.




