LAJEADO – A sessão da Câmara de Vereadores de Lajeado realizada nesta terça-feira (24) foi marcada por cobranças e críticas a serviços essenciais e defesa de melhorias estruturais no município. No centro dos debates, o presidente do Legislativo, Oilquer dos Santos Néco (PL), protagonizou as principais manifestações ao reforçar demandas da comunidade, entre elas os serviços prestados pela Aegea Saneamentos / Corsan.
Néco destacou sua participação na posse da nova diretoria da Acil, ressaltando o papel estratégico da entidade para o desenvolvimento econômico local. No entanto, adotou tom crítico ao abordar problemas na saúde pública. Segundo ele, falhas no atendimento da UPA têm gerado insatisfação recorrente. “Há casos de pacientes cardíacos aguardando por longos períodos devido à triagem. É preciso rever esse modelo com urgência”, pontuou.
O presidente também direcionou críticas à Corsan, citando cobranças consideradas abusivas e problemas na recomposição das vias após intervenções. “A população paga caro e ainda convive com ruas mal recuperadas, cheias de buracos. Isso é inadmissível”, afirmou.
Outro tema de destaque foi a mobilidade urbana. O vereador Luis Benoitt (PL) apresentou dados apontando o aumento da frota de veículos e a defasagem no número de agentes de trânsito — atualmente 32 servidores divididos em três turnos. Ele anunciou o encaminhamento de um requerimento para abertura de concurso público e também criticou a situação dos pedágios na região e a precariedade das rodovias.
Na área da saúde, Mano Pereira (PL) chamou atenção para o Mutirão de Saúde da Mulher realizado no Hospital Bruno Born, que atendeu 614 pessoas. Ele lamentou, porém, a ausência de 153 pacientes que não compareceram aos procedimentos agendados. “Essas vagas poderiam ter sido aproveitadas por quem realmente precisa”, destacou. O vereador ainda reforçou a importância da ciência ao mencionar avanços recentes na área da vacinação.
Fabiano Bergmann, o “Medonho” (PP), também criticou o alto número de faltas no mutirão, classificando a situação como um desperdício no sistema público de saúde.
As demandas comunitárias ganharam espaço com a vereadora Lisandra Quinot (PP), ela falou das melhorias realizadas na sinalização viária com pinturas e colocação de placas, mas pediu atenção a um ponto crítico com risco de acidentes. Ela também alertou para um impasse envolvendo a Rua Leopoldo Alletht, cuja situação jurídica tem gerado insegurança para moradores. Por fim, Lisandra destacou o trabalho uma grande líder comunitária do bairro Conventos que faleceu recentemente.
A vereadora Ana da Apama também lamentou o falecimento da Celi, que foi uma grande líder comunitária do bairro Conventos. Ela destacou a sua importância histórica para o bairro e para a comunidade lajeadense.
No campo político, Jones Fiegenbaum (PT) criticou a implantação de pedágios no Vale do Taquari, lembrando que a bancada do seu partido votou contra a medida na Assembleia Legislativa.
Já o vereador Eder Spohr (MDB) trouxe à tona um tema sensível: um relatório preliminar de sindicância que aponta desvio de valores em obras públicas. Segundo ele, os recursos deverão ser ressarcidos aos cofres municipais. O vereador também relatou ter recebido denúncias anônimas de moradores.
Marquinhos Schefer (MDB) apresentou uma série de demandas, incluindo a falta de água no bairro São Cristóvão, a necessidade de mais fiscalização no trânsito — especialmente em horários escolares — e críticas aos cancelamentos frequentes de consultas com cardiologistas no Hospital Bruno Born.
A vereadora Patrícia Rambo (MDB) reforçou a necessidade de reestruturação dos agentes de trânsito e lembrou que o projeto da Guarda Civil já foi aprovado, mas ainda precisa avançar com concurso público e organização administrativa.
Waldir Blau (MDB) criticou a estrutura atual do atendimento ao setor agrícola, afirmando que a extinção da Secretaria de Agricultura e sua incorporação a outras pastas prejudicou os produtores rurais.
Aquiles Mallmann, o “Cascão” (PP), destacou projetos voltados ao bairro Florestal e ações preventivas para acidentes de grande porte nas rodovias da região, incluindo treinamentos e mapeamento hospitalar. Ele também voltou a criticar a Corsan, sugerindo a realização de audiência pública com participação do Ministério Público para discutir as tarifas.
Por fim, Paula Thomas (PSDB) abordou o relatório de sindicância, defendendo que as denúncias comprovadas sejam rigorosamente apuradas e responsabilizadas.
Encerrando a sessão, o presidente Néco reiterou sua postura de cobrança e fiscalização. “A Câmara precisa estar atenta às demandas da população e cobrar soluções concretas. É isso que a comunidade espera de nós”, concluiu.

Foto: Jornal Nossa Gente



