Parabéns Lajeado!!
Cidade acolhedora, de todos os povos e culturas, evoluindo e crescendo em harmonia, respeitando e cuidando sua população!
CIDADE FORMIGUEIRO
A vida é dia útil. E de segunda a sábado, a sofreguidão emperra o trânsito. Para muitos o Centro é local de comprar roupas, sapatos e joias. Para corretores de imóveis e proprietários de prédios, de ganhar dinheiro: A Júlio de Castilhos possui um dos metros quadrados mais caros da cidade. Para os lojistas, é o chamariz para atrair clientela.
Enquanto a luz do sol banha a cidade, ruídos, descargas, buzinas, passos apressados, a diversidade está estampada num mosaico que ninguém vê: mas há personagens que evocam curiosidade, Lajeado é uma cidade formigueiro, essencialmente urbana e as lojas se acumulam uma ao lado da outra. Aos sábados, o movimento é intenso. As farmácias e óticas são numerosas, às vezes uma está instalada na frente e ao lado da outra.

A rua dá uma lição jornalística.
Há sabor e dissabor na calçada e no céu. Um cidadão precisa fugir do olhar domesticado para descobrir a riqueza das histórias anônimas. Para falar de Lajeado vamos começar a caminhada a pé pela Júlio de Castilhos, a principal rua, observando e absorvendo as cenas e a população.
É incrível! um cemitério na área central, muito nobre e valorizada.
Nossa caminhada inicia na Júlio Castilhos, número 1230, onde há um cemitério. Isso mesmo! a Júlio tem um cemitério que datam algumas sepulturas em até 1885. Poucos percebem, mas ele está localizado logo abaixo da sinaleira do Faleiro. Do outro lado, lojas de souvenirs, e abaixo podemos ver Supermercado Imec.
O cemitério, muito bem cuidado, possui uma rua arborizada e fica aberto todos os dias, até às 18h. O cemitério está ali há tanto tempo que faz parte da cena comum e ninguém percebe a invisibilidade dos mortos. (Fotos cemitério Fachada e túmulo)

A capital do Vale do Taquari é uma usina de curiosidades, todas à mostra, mas por isso mesmo ocultas no anonimato da claridade
Mistura de etnias acelera desenvolvimento econômico
A diversidade cultural tem impulsionado a economia de Lajeado, especialmente com a atuação de vendedores ambulantes haitianos legalizados. Com barraquinhas de eletrônicos, brinquedos e acessórios montadas em esquinas da cidade, eles ampliam as opções de consumo, geram renda e movimentam o comércio local. A presença desses trabalhadores reforça o empreendedorismo e mostra como a integração de etnias contribui para o desenvolvimento econômico e social do município.

O Florista: De origem alemã e um olhar desconfiado, Milton Mülher, de 49 anos, é florista ambulante e percorre a Júlio de Castilhos na parte da manhã, com flores muito coloridas. Para ele. “Lajeado é uma cidade polo, evoluiu demais. Eu vivo de Lajeado.” Com as flores, ele consegue um padrão de vida razoável: tem casa e uma propriedade de terra. Em outras estações do ano Mülher vende hortaliças.
O cachorro – Embora muitos lares de Lajeado tenham animais de estimação, o abandono de cães e gatos ainda é uma realidade preocupante. Muitos vivem nas ruas, expostos a riscos, enquanto outros aguardam adoção no Canil Público Municipal. Ser uma cidade humana também significa agir com responsabilidade e respeito pelos animais, incentivando a adoção e a proteção dos bichanos abandonados.

Fotos e texto; Roberto de Castro/Jornal Nossa Gente



