Sotaque Piracicabano agora é Patrimônio Histórico

Texto: Da Redação. Foto: Guia Turístico de Piracicaba 

Agora o sotaque e o dialeto piracicabano é patrimônio imaterial do município de Piracicaba. O decreto foi assinado na última quinta-feira (25) pelo prefeito Gabriel Ferrato.

 

Para o processo de registro do sotaque piracicabano foram feitas pesquisas históricas, linguísticas, sociológicas, entre outros estudos para se chegar ao consenso de patrimônio cultural.

 

Também foram entrevistadas personalidades ligadas à cultura e às tradições de Piracicaba, como os cururueiros Moacir Siqueira, que faleceu este ano, Jonata Neto, o poeta Antonio Carlos de Oliveira, o Marcha Lenta, e os músicos Toninho da Viola e Milo da Viola.

 

De acordo com Ferrato, a assinatura do decreto é um momento para ele, enquanto prefeito, de muita honra. “É uma contribuição à história e à memória de Piracicaba”, disse. “Um povo que não tem memória não tem futuro. Não se entende uma cidade e não é possível governá-la se não tivermos clareza de suas raízes”, disse o prefeito na Cerimônia de Assinatura.

 

O escritor e jornalista Cecílio Elias Neto criou há mais de 20 anos o livro “Arco, Tarco, Verva” (álcool, talco, água velva, na tradução para o português oficial), que é um “dicionário do dialeto caipiracicabano”. O catálogo tem mais de 200 páginas com dados históricos e curiosidades sobre o vocabulário local.

Na cerimônia de assinatura do decreto, Netto classificou o momento como histórico. “Vivemos um momento de retorno às raízes. Sinto-me aliviado. Apenas contribuí com isso. Eu fui a babá. Fui cuidando. Mas a partir de hoje os senhores passam a ser os guardiões desse patrimônio”, disse durante o evento.

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